<$BlogRSDURL$>

Tuesday, March 30, 2004

EU, MEUS ALUNOS, AS FORMIGAS E A MORTE

Comecei a manhã em um velho ritual. Respirar profundamente, olhar o céu, a grama orvalhada e agradecer pelo sol que ensaiava os primeiros raios, atrás da montanha. A vitrola permanecia parada e uma velha fita magnética fumegava uma forte música da tribo Tupi. Quando a melodia chegou ao meu coração, estava preparado para mais um dia de aula. Fiquei imaginando meus mestres da duzentos e um e duzentos e dois. De repente balancei a cabeça e mergulhei profundamente ao som psicodélico de Journey to the center of the mind dos Ramones. Percebi então que o bolo em cima da mesa estava tomado por minúsculas e terríveis formigas vermelhas. Esqueci o banho! Num ato selvagem, magoado por elas terem se apropriado daquela preciosidade da chuvisco que paguei R$ 37,50, matei todas! Segundos mais tarde, não sentia meu paladar, meu tato nem minha visão. Não lembro se também morri. O fato é que acordei diante de seres mágicos, em uma sala de grossos tapetes vermelhos e azuis. Naquele espaço ensinaram-me a ser feliz.

Saturday, March 27, 2004

A Representante da classe trabalhadora